
Duas gerações em um só ataque movem o Santos, neste domingo, às 19h10, no Pacaembu, contra o Mogi Mirim. O garoto Neymar, de 17 anos, joga pela primeira vez como titular, e tem como parceiro o experiente, Roni, de 31, com quem tem ótima relação dentro e fora de campo.
A joia é lapidada pelo clube. Recebe acompanhamento psicológico, mas é de Roni que vem os principais conselhos. O veterano não desgruda do jovem nos treinos, passa orientações, e se impressiona com a rápida assimilação do pupilo.
A joia é lapidada pelo clube. Recebe acompanhamento psicológico, mas é de Roni que vem os principais conselhos. O veterano não desgruda do jovem nos treinos, passa orientações, e se impressiona com a rápida assimilação do pupilo.
– O Neymar é extremamente inteligente. Ele me impressiona pela sua personalidade. Tira coelhos da cartola e surpreende o adversário. Não posso dar brecha, se não vou vê-lo jogar do banco – brinca Roni.
A brincadeira tem um fundo de verdade. Kléber Pereira é o titular da posição, e deve retornar no duelo contra o Rio Branco (AC), na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro, pela Copa do Brasil.O duelo contra o Mogi define quem será o seu parceiro. Roni melhorou o condicionamento físico, passa por uma boa fase e impõe respeito. Já Neymar tem injetado ânimo na equipe quando está em campo, dá qualidade ao setor ofensivo e é diferenciado. A tarefa do técnico Vagner Mancini não é fácil.
– Os dois se completam. O Roni está tentando fazer o que um centroavante faz, fugindo um pouco de suas características. Mas, aliado ao Neymar, passa a ter mais facilidade em campo. Fica na área enquanto seu companheiro gera dúvida ao adversário, por jogar aberto pelos dois lados do campo. Eu gosto dessa dupla – analisa Mancini.
Para melhorar o entrosamento, nada melhor do que ter um amigo ao lado, com carinho de avô e neto. A coincidência entre eles é que Roni iniciou a carreira em 1992, mesmo ano em que nasceu Neymar.
A combinação está dando certo até o momento. Roni marcou nos últimos dois jogos, contra Oeste e Paulista. Ambos, após Neymar entrar em campo.
– O Neymar ajudou muito nos dois últimos jogos e esperamos que ele possa demonstrar a mesma segurança agora como titular. Ainda temos muitas observações para serem feitas. Nunca podemos esquecer que é um garoto, e por isso não podemos jogar a responsabilidade de organização do time para cima dele – destaca o treinador.
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